Missão Lubango 2008
Seis voluntárias partiram este ano para o Lubango, cidade que acolhe o GAS’África desde 2003, para continuar um trabalho já começado e desenvolver novos projectos, com uma nova visão: pensar e promover o futuro de todos aqueles com quem trabalhamos para que, mesmo em pouco tempo, ajudarmos no crescimento e mudança de uma Angola, que já é tão nossa!
As manhãs foram dedicadas à área da saúde no Hospital Central e outras instituições de saúde. No Hospital Pediátrico remodelamos a sala de brinquedos já anteriormente criada pelo GAS’África em 2006. Mais importante que a remodelação foi permitir que muitas das crianças internadas pudessem esquecer a dor e o sofrimento e se entregassem ao mundo das cores, das histórias de encantar, dos peluches, dos balões e dos rebuçados por breves horas.
Na consulta externa da Maternidade, onde todas as manhãs dezenas de mães ansiavam conseguir ter uma consulta de aconselhamento/planeamento familiar/HIVSIDA, o GAS’Africa procurou, em cooperação com as enfermeiras, transmitir a importância de alguns conceitos e métodos de contracepção e sensibilizar as mães para alguns comportamentos de risco, explicar cuidados a ter na gravidez e/ou com o bebé.
As tardes de trabalho foram dedicadas a centros de Acolhimento de Crianças e Jovens em risco: o Lar Evangelho da Vida e o Lar Nazaré. Nestes centros, desenvolvemos actividades lúdicas com as crianças e jovens, promovendo as relações interpessoais: o espírito de equipa, o respeito pelo outro, aprender a aceitar a derrota, lidar com a frustração; no fundo, aprender a viver com “o colega”, que é o amigo, o companheiro, e por vezes o pai ou a única família. Para além das actividades recreativas, realizaram-se formações de sexualidade, drogas, comportamentos de risco e outros assuntos sugeridos pelos próprios jovens e desenvolveram-se actividades relacionadas com a aprendizagem, métodos de estudo, aumento do interesse e empenho na escola.
Sendo os responsáveis dos Lares de crianças os que acompanham diariamente as crianças e jovens e por isso são os promotores do seu desenvolvimento, foram ministradas formações relacionadas com noções básicas do desenvolvimento humano, modo de promover e desenvolver competências sociais e formações de higiene e sexualidade.
![]() Algo novo, foram os dias de trabalho no mato, no Hocke. Trabalhamos com três comunidades que vivem afastadas da cidade, apenas perto do silêncio, de árvores e de casas de palha. Organizaram-se aulas de cultura geral e de curiosidades para os mais velhos e jogos tradicionais para animar as mais de 100 crianças que iam surgindo. Um local aparentemente tão esquecido, onde os olhos se perdem na imensidão do nada, vimos naquelas crianças um brilho inexplicável, um olhar de surpresa e espanto de um mundo que até então desconheciam. Francisca, Cláudia, Cátia, Sofia, Catarina e Ana. |
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